sábado, 15 de abril de 2017

O procurador da República Sérgio Bruno Cabral Fernandes se irritou com o descaso do empresário Emílio Odebrecht ao relatar, durante interrogatório, os casos de corrupção e financiamento ilegal de campanhas. Durante o depoimento, o empresário afirmava que a conta da Odebrecht movimentou R$ 300 milhões em seis anos para financiamento de campanhas eleitorais. No entanto, disse não saber detalhes sobre o uso do dinheiro. "Eu seria leviano de querer afirmar uma coisa que não tenho como provar", disse. No momento seguinte, o procurador rebate que "essa história de doação de campanha é uma desculpa para se pedir propina e corrupção" e ressalta que "é hora de jogar limpo". "Não é possível que R$ 300 milhões pagos em seis anos seja doação de campanha. Isso aqui, na nossa visão, é considerado propina, crime de corrupção. O que a gente quer saber é na visão do senhor como colaborador", afirmou Cabral Fernandes ao reforçar que os ex-ministros da Fazenda Guido Mantega e Antonio Palocci cometeram, cada um em sua época, crime de corrupção. "São R$ 300 milhões que foram gastos sei lá com que, ainda que fosse na campanha com santinho, com tempo de televisão, com marqueteiro, podia ter sido construído escola, hospital e todo esse país que o senhor sonha e quer ver. Esse dinheiro poderia estar lá. Vamos agora deixar de historinha, de contos de fadas e falar as coisas como elas são, dizer a verdade como a coisa suja é feita", concluiu.

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